Com o tema “Fraternidade: Igreja e sociedade” e o lema “Eu vim para servir”, baseado no Evangelista Marcos (Mc 10, 45), a Campanha da Fraternidade de 2015 (CF- 2015) quer recordar a vocação e a missão de cada um de nós, de nossas comunidades de fé, a partir do diálogo e da colaboração entre Igreja e sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, celebrado entre 1962-1965.
O Texto-base da CF reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, explica que a CF 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade. “Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II, que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhas e filhos de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas e a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta Dom Leonardo.
Propostas do Texto-base da CF
O Texto-base, estudado pelo clero e por diversos agentes de pastoral da Diocese, dia 02 de dezembro passado, está organizado em quatro partes. Na primeira são apresentadas reflexões sobre: “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”; na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus, à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social; a terceira parte debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nessa parte, o texto aponta algumas sugestões pastorais para a vivência da CF nas dioceses, paróquias e comunidades; a quarta parte apresenta os resultados da CF do ano passado, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores. O nome de nossa Diocese está na página 95.
O serviço em destaque!
A começar pelo cartaz da CF, que nos apresenta o Papa Francisco, numa cerimônia da Missa de Lava-pés, beijando o pé de um dos apóstolos, todo o Texto-base é permeado pelas palavras “servir”, “serviço”, “servidor”, “servidora”: são 63 ocorrências! Isso é muito em um texto tão pequeno! Por que somos chamados a SERVIR? Certamente porque o serviço está em falta! Nossa Igreja é constantemente desafiada a sair dos templos e acolher as pessoas onde quer que elas estejam. O texto recorda as palavras do Papa Francisco, que disse querer uma IGREJA EM SAÍDA, missionária, que se machuca e se suja com as lamas dos caminhos, mas não se acomoda! Vejam isso nas páginas 5, 8 e, sobretudo, a partir da página 73.
Em sua segunda parte, páginas 39 a 67, o texto nos dá motivações bíblicas e teológicas para agirmos; traz Abraão, o grande patriarca, como exemplo de serviço. Ele saiu de sua terra, do meio dos seus e foi cumprir uma nova vocação. Abraão, do alto de sua velhice, não se acomodou, mas saiu de si, se desinstalou e foi em busca de um serviço a seu Deus. Solidariedade sempre foi a grande atitude de Abraão, e deve também ser a nossa.
Evangelização completa
Em sua terceira parte, o Texto-base fala da missão da Igreja, a nossa missão, que é EVANGELIZAR. Quase a maioria das pessoas entende que evangelizar é apenas ANUNCIAR o Evangelho. Basta isso, mas não é verdade. Sim, o anúncio da Palavra na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos, é um dos serviços importantes, mas existem outros. Outro aspecto importante da evangelização é o TESTEMUNHO: testemunhar com a vida, para que a palavra anunciada tenha sentido e valor; viver em COMUNHÃO e no SERVIÇO aos outros, em atitude de diaconia, é evangelizar, como ensinava Jesus, como testemunharam com suas vidas os santos e santas. A evangelização se completa quando fazemos, ao mesmo tempo, o testemunho, o serviço, a comunhão e o anúncio. Assim fez o nosso Mestre, cabeça da Igreja.
Que possamos, neste novo ano, viver a CF em todos os níveis eclesiais: nas Comunidades, nas Paróquias e na Diocese inteira. Façamos uma abertura solene, na Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro, e mantenhamos atividades o ano inteiro. O texto da CF nos apresenta muitas sugestões.
Prof. Pe. Ismar Dias de Matos - E-mail: p.ismar@hotmail.com
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
INÍCIO DO PROCESSO DE DECLARAÇÃO DE NULIDADE MATRIMONIAL
ROTEIRO PARA A EXPOSIÇÃO DO CASO
I – PARTE - PESSOA DO DEMANDANTE (a que dá início ao processo)
01. Nome, filiação, data e lugar de nascimento.
02. Qual a sua religião? É praticante? Como? Onde foi batizado?
03. Qual o seu grau de instrução escolar e qual é a sua profissão?
04. Endereço completo: rua, número, bairro, cidade, CEP, telefone, e-mail ?
05. Data completa do matrimônio religioso e civil, qual foi a Igreja e qual a cidade.
06. Como era sua família e o seu relacionamento com ela?
07. Conhece pessoalmente algum sacerdote? Qual?
II - PARTE - PESSOA DEMANDADA (pessoa com quem o/a demandante se casou)
(Repetir todos os itens colocados para a parte demandante)
III – PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO
08. Como, quando e onde conheceu a parte demandada?
09. Como, quando e onde iniciou o namoro com ela? Quanto tempo durou só o namoro? Como foi o tempo de namoro: havia brigas e desentendimentos, por que? Houve intimidades, gravidez? Chegou a desmanchar o namoro, quantas vezes e por quanto tempo? Quem procurava a reconciliação e por que?
10. Como, quando e onde iniciou o noivado? Quanto tempo durou o noivado? Como foi o tempo de noivado: havia brigas e desentendimentos, por que? Houve intimidades, gravidez? Chegou a desmanchar o noivado, quantas vezes e por quanto tempo? Quem procurava a reconciliação e por que? Se havia brigas durante o noivado, por que chegaram ao casamento?
IV – MATRIMÔNIO
11. Ambos foram livremente para o matrimônio ou alguém ou alguma circunstância os obrigou ao matrimônio (quem, qual circunstância)?
12. Como foi o dia do matrimônio? Tudo correu normal na função religiosa e civil? E a festa que se seguiu? Notou alguma coisa no dia casamento, que levasse a duvidar do feliz êxito do seu casamento?
V – VIDA MATRIMONIAL
13. Houve lua-de-mel, onde e por quanto tempo? O matrimônio foi consumado? Houve dificuldades? Quais?
14. Quando surgiram os primeiros problemas do casal? Eles já existiam anteriormente ao matrimônio?
15. Relate pormenorizadamente os principais fatos que prejudicaram o relacionamento conjugal do casal e levaram o matrimônio a fim trágico.
16. Algum problema psíquico ou mental prejudicou o relacionamento conjugal? Esse problema psíquico era anterior ao casamento?
17. Houve infidelidade conjugal: de quem? Aconteceu antes, durante ou depois do casamento?
18. Tiveram filhos: quantos? Se não tiveram, por que? As partes assumiram as suas obrigações de casados com referência ao lar, ao outro cônjuge e aos filhos?
19. Amavam-se de verdade? Com que tipo de amor? Amavam-se com amor marital, capaz de fundamentar o matrimônio? Quando descobriram que não havia mais amor entre ambos?
20. Quanto tempo durou a vida conjugal?
VI – SEPARAÇÃO
21. De quem foi a iniciativa de separação e qual o verdadeiro motivo dessa separação?
22. Houve tentativa de reconciliação: de quem e qual foi o resultado?
23. Como e com quem você vive hoje? Como e com quem vive a pessoa com quem você se casou?
24. Qual o motivo que levou você a introduzir o pedido de declaração de nulidade de seu matrimônio? O que espera ao introduzir tal pedido no Tribunal Eclesiástico?
VII – DOCUMENTOS A SEREM ANEXADOS
25. Certidão de Batismo do demandante (original, retirada na paróquia onde você foi batizado).
26. Certidão de Casamento Religioso (original, retirada na paróquia onde o casamento foi celebrado).
27. Xerox do Processo de Casamento Religioso (pedi-lo à Paróquia onde o casamento foi celebrado: explicar por que deseja tal cópia).
28. Xerox da Carteira de Identidade do Demandante
29. Xerox de Certidão de Casamento Civil recente (que contenha a averbação da separação)
VIII – TESTEMUNHAS
30. Apresentar nome completo e endereço completo de, pelo menos, 06 (seis) testemunhas que conheçam sua situação e possam ser interrogadas pelo Tribunal Eclesiástico.
Obs.:
Você poderá enviar as respostas (datilografadas ou digitadas em computador, e devidamente assinadas) diretamente para o endereço que seu pároco lhe fornecer.
O Tribunal Interdiocesano e de Apelação em Belo Horizonte-MG (Rua Carioca, 814 – Bairro Minas Brasil)poderá lhe dar mais informações:
Telefax: (31) 3376-1976. E-mail: E-mail: tiabh@veloxmail.com.br
Este Tribunal cuida das causas das Dioceses de Caratinga, Governador Valadares, Itabira-Coronel Fabriciano, Luz e Sete Lagoas..
Se necessário, peça mais ajuda ao Padre de sua Paróquia.
O processo eclesiástico será examinado em duas fases (ou instâncias) e tem uma duração média de 18 meses (um ano e meio). O custo processual, até pouco tempo atrás, era de 04 (quatro) salários mínimos, na primeira instância, e 03 (três) salários mínimos, na segunda instância.
Se precisar de ajuda, me escreva:
Pe. Ismar Dias de Matos - e-mail: p.ismar@hotmail.com
ROTEIRO PARA A EXPOSIÇÃO DO CASO
I – PARTE - PESSOA DO DEMANDANTE (a que dá início ao processo)
01. Nome, filiação, data e lugar de nascimento.
02. Qual a sua religião? É praticante? Como? Onde foi batizado?
03. Qual o seu grau de instrução escolar e qual é a sua profissão?
04. Endereço completo: rua, número, bairro, cidade, CEP, telefone, e-mail ?
05. Data completa do matrimônio religioso e civil, qual foi a Igreja e qual a cidade.
06. Como era sua família e o seu relacionamento com ela?
07. Conhece pessoalmente algum sacerdote? Qual?
II - PARTE - PESSOA DEMANDADA (pessoa com quem o/a demandante se casou)
(Repetir todos os itens colocados para a parte demandante)
III – PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO
08. Como, quando e onde conheceu a parte demandada?
09. Como, quando e onde iniciou o namoro com ela? Quanto tempo durou só o namoro? Como foi o tempo de namoro: havia brigas e desentendimentos, por que? Houve intimidades, gravidez? Chegou a desmanchar o namoro, quantas vezes e por quanto tempo? Quem procurava a reconciliação e por que?
10. Como, quando e onde iniciou o noivado? Quanto tempo durou o noivado? Como foi o tempo de noivado: havia brigas e desentendimentos, por que? Houve intimidades, gravidez? Chegou a desmanchar o noivado, quantas vezes e por quanto tempo? Quem procurava a reconciliação e por que? Se havia brigas durante o noivado, por que chegaram ao casamento?
IV – MATRIMÔNIO
11. Ambos foram livremente para o matrimônio ou alguém ou alguma circunstância os obrigou ao matrimônio (quem, qual circunstância)?
12. Como foi o dia do matrimônio? Tudo correu normal na função religiosa e civil? E a festa que se seguiu? Notou alguma coisa no dia casamento, que levasse a duvidar do feliz êxito do seu casamento?
V – VIDA MATRIMONIAL
13. Houve lua-de-mel, onde e por quanto tempo? O matrimônio foi consumado? Houve dificuldades? Quais?
14. Quando surgiram os primeiros problemas do casal? Eles já existiam anteriormente ao matrimônio?
15. Relate pormenorizadamente os principais fatos que prejudicaram o relacionamento conjugal do casal e levaram o matrimônio a fim trágico.
16. Algum problema psíquico ou mental prejudicou o relacionamento conjugal? Esse problema psíquico era anterior ao casamento?
17. Houve infidelidade conjugal: de quem? Aconteceu antes, durante ou depois do casamento?
18. Tiveram filhos: quantos? Se não tiveram, por que? As partes assumiram as suas obrigações de casados com referência ao lar, ao outro cônjuge e aos filhos?
19. Amavam-se de verdade? Com que tipo de amor? Amavam-se com amor marital, capaz de fundamentar o matrimônio? Quando descobriram que não havia mais amor entre ambos?
20. Quanto tempo durou a vida conjugal?
VI – SEPARAÇÃO
21. De quem foi a iniciativa de separação e qual o verdadeiro motivo dessa separação?
22. Houve tentativa de reconciliação: de quem e qual foi o resultado?
23. Como e com quem você vive hoje? Como e com quem vive a pessoa com quem você se casou?
24. Qual o motivo que levou você a introduzir o pedido de declaração de nulidade de seu matrimônio? O que espera ao introduzir tal pedido no Tribunal Eclesiástico?
VII – DOCUMENTOS A SEREM ANEXADOS
25. Certidão de Batismo do demandante (original, retirada na paróquia onde você foi batizado).
26. Certidão de Casamento Religioso (original, retirada na paróquia onde o casamento foi celebrado).
27. Xerox do Processo de Casamento Religioso (pedi-lo à Paróquia onde o casamento foi celebrado: explicar por que deseja tal cópia).
28. Xerox da Carteira de Identidade do Demandante
29. Xerox de Certidão de Casamento Civil recente (que contenha a averbação da separação)
VIII – TESTEMUNHAS
30. Apresentar nome completo e endereço completo de, pelo menos, 06 (seis) testemunhas que conheçam sua situação e possam ser interrogadas pelo Tribunal Eclesiástico.
Obs.:
Você poderá enviar as respostas (datilografadas ou digitadas em computador, e devidamente assinadas) diretamente para o endereço que seu pároco lhe fornecer.
O Tribunal Interdiocesano e de Apelação em Belo Horizonte-MG (Rua Carioca, 814 – Bairro Minas Brasil)poderá lhe dar mais informações:
Telefax: (31) 3376-1976. E-mail: E-mail: tiabh@veloxmail.com.br
Este Tribunal cuida das causas das Dioceses de Caratinga, Governador Valadares, Itabira-Coronel Fabriciano, Luz e Sete Lagoas..
Se necessário, peça mais ajuda ao Padre de sua Paróquia.
O processo eclesiástico será examinado em duas fases (ou instâncias) e tem uma duração média de 18 meses (um ano e meio). O custo processual, até pouco tempo atrás, era de 04 (quatro) salários mínimos, na primeira instância, e 03 (três) salários mínimos, na segunda instância.
Se precisar de ajuda, me escreva:
Pe. Ismar Dias de Matos - e-mail: p.ismar@hotmail.com
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Coincidência ou Providência?
No dia 14 de maio de 1948, a Organização das Nações Unidas, em sessão presidida pelo embaixador brasileiro Oswaldo Aranha, aprovou a criação do moderno Estado de Israel.
No Calendário judaico tal data correspondia ao ano 5708. Na Toráh hebraica, o versículo nº 5708 corresponde a Deuteronômio 30,5: “E te trará o Eterno, teu D-us, à terra que herdaram teus pais, e a herdarás; e te fará bem e te multiplicará mais do que a teus pais”. Apenas coincidência?
Abraão, considerado o primeiro judeu, nasceu quando o Calendário judaico marcava o ano 1948. Em 14/05/1948, da Era Comum, comemorou-se o primeiro dia da Pátria (Yom Haatsmaút). Outra coincidência? Acredito que não. Creio na mão de D-us escrevendo conosco a história.
Esses e outros episódios interessantes você poderá ver no livro “O mais completo guia sobre o judaísmo”, do Rabino Benjamin Blech, Editora Sefer, São Paulo, 2004. Esses, ora citados, estão nas páginas 128 e 203.
Prof. Ismar Dias de Matos
Obs: Artigo dedicado a Clécia Kalic. Ab immo pectore.
No Calendário judaico tal data correspondia ao ano 5708. Na Toráh hebraica, o versículo nº 5708 corresponde a Deuteronômio 30,5: “E te trará o Eterno, teu D-us, à terra que herdaram teus pais, e a herdarás; e te fará bem e te multiplicará mais do que a teus pais”. Apenas coincidência?
Abraão, considerado o primeiro judeu, nasceu quando o Calendário judaico marcava o ano 1948. Em 14/05/1948, da Era Comum, comemorou-se o primeiro dia da Pátria (Yom Haatsmaút). Outra coincidência? Acredito que não. Creio na mão de D-us escrevendo conosco a história.
Esses e outros episódios interessantes você poderá ver no livro “O mais completo guia sobre o judaísmo”, do Rabino Benjamin Blech, Editora Sefer, São Paulo, 2004. Esses, ora citados, estão nas páginas 128 e 203.
Prof. Ismar Dias de Matos
Obs: Artigo dedicado a Clécia Kalic. Ab immo pectore.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Matar o tempo é suicídio!
Matar alguém é homicídio, diz nosso Código Penal, artigo 121. Se tempo é dinheiro, matar o tempo é loucura; só louco rasga dinheiro. Matar o tempo é... suicídio!
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Testamento de Dom Joaquim Silvério de Souza
“Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Por este instrumento, por mim escrito, datado e assinado, para valer como meu codicilo, de acordo com os artigos 1651 e 1655 do Código Civil Brasileiro, eu Joaquim Silvério de Souza, primeiro Arcebispo da Arquidiocese de Diamantina, filho do Capitão Antônio de Souza Monteiro e Dona Anna Felícia Policena de Magalhães, estando em pleno gozo de minhas faculdades mentais, faço esta declaração do que se deve cumprir após meu falecimento e para que se saiba a verdade quanto aos bens por mim havidos ou como tais considerados, ou sob minha administração.
Como é meu dever, agradeço a Deus todas as graças espirituais e temporais a mim concedidas, e humildemente lhe suplico perdão de todos os pecados, infidelidades à graça, negligências, omissões, de que me tornei culpado durante o curso da vida, e de modo particular no exercício do ministério sacerdotal e pastoral.
No propósito de exalar o último alento firme na fé de tudo quanto ensina a Santa Igreja Católica, em cujo seio tenho a felicidade de viver, e da qual apesar de indigno, tenho a honra de ser ministro, entrego minha alma a Deus pelas mãos de Maria Imaculada, cujo especial amparo, assim como o patrocínio de seu castíssimo esposo, São José, a proteção de São Joaquim, de Santo Antônio, principal Patrono da Arquidiocese, do meu Anjo Custódio, invoco para os meus derradeiros momentos de vida na terra.
Não só aos que mais de perto me ajudaram a levar o peso da administração do Arcebispado, mas a todos os sacerdotes e fiéis sob minha jurisdição, os agradecimentos a quem têm direito pelos serviços que prestaram e consolações que deram à minha alma, e a quem de qualquer modo contristei os sentimentos do meu pesar e o pedido de sua indulgência para comigo.
Desejo que as Missas a que tenho direito e as que deixo recomendadas sejam celebradas quanto antes. Dos sacerdotes e fiéis deste Arcebispado e das Dioceses que outrora formaram o Bispado de Diamantina, e são hoje sufragâneas desta Igreja Metropolitana, espero a caridade de suas intercessões diante de Deus em meu favor.
Na campa da sepultura que recolher meus ossos, desejo, caso seja possível, se leiam, como contínua invocação minha, as palavras: SPES MEA, DOMINE, MISERICORDIA TUA.
Declaro que de meu não possuo coisa alguma.
A meus irmãos ou a filhos seus dei, já há anos, por instrumento legal, e observada também a legislação canônica, alguns alqueires de terra que na Freguesia de São Miguel do Piracicaba (atual Vila Rio Piracicaba) constituíram por doação de meus pais, patrimônio para minha ordenação, e no mesmo fim dispus da pequena herança destes havida.
Como consta de certidão oficial existente na Secretaria do Arcebispado, dei à Mitra Arquidiocesana os livros que me pertenciam e para ela foram adquiridos os posteriores à doação.
A ela pertencem todos os paramentos, imagens, alfaias, sacros utensílios, objetos de qualquer natureza existentes no Palácio e que não pertençam a outras pessoas.
Simples administrador dos bens da Mitra, nada para mim reservei ainda do que me podia pertencer segundo as leis canônicas, mas tudo, tirado o necessário para minha manutenção, empreguei para o bem da Arquidiocese, principalmente na educação da juventude e amparo das vocações sacerdotais.
Tendo em vida feito o que pude aos que me são mais próximos em sangue, como declarado ficou acima, e não podendo lhes deixar bens temporais, que não possuo, peço que vivam sempre como bons filhos da Igreja e mantenham honrado o nosso nome de família.
Aos Exmos. Srs. Dom Antônio José dos Santos, que me tem feito a caridade de sua valiosa cooperação durante anos e, na sua falta, a Monsenhor Levi Pires de Oliveira, e, no impedimento deste, a Monsenhor Gabriel Amador dos Santos ou a seu sucessor na Secretaria do Arcebispado, aos quais todos renovo minha eterna gratidão, rogo o favor de fazer que se execute, de acordo com a legislação do País, esta minha disposição ou declaração de última vontade.
Rogo, enfim, a Deus que me conceda a graça de servi-Lo menos imperfeitamente do que até hoje, durante os dias que por sua infinita misericórdia ainda viver sobre a terra (*).
Diamantina, 09 de fevereiro de 1929.
Dom Joaquim, Arcebispo de Diamantina”.
Obs: Eu, Ismar Dias de Matos, sou associado efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e ocupo a cadeira 75, cujo patrono é Dom Joaquim Silvério de Souza.
____________________________________________
(*) Dom Joaquim faleceu no dia 30 de agosto de 1933, em Diamantina. Em 1959, quando completaria 100 anos, foi homenageado com a edição de um selo postal, certamente homenagem de JK.
Por este instrumento, por mim escrito, datado e assinado, para valer como meu codicilo, de acordo com os artigos 1651 e 1655 do Código Civil Brasileiro, eu Joaquim Silvério de Souza, primeiro Arcebispo da Arquidiocese de Diamantina, filho do Capitão Antônio de Souza Monteiro e Dona Anna Felícia Policena de Magalhães, estando em pleno gozo de minhas faculdades mentais, faço esta declaração do que se deve cumprir após meu falecimento e para que se saiba a verdade quanto aos bens por mim havidos ou como tais considerados, ou sob minha administração.
Como é meu dever, agradeço a Deus todas as graças espirituais e temporais a mim concedidas, e humildemente lhe suplico perdão de todos os pecados, infidelidades à graça, negligências, omissões, de que me tornei culpado durante o curso da vida, e de modo particular no exercício do ministério sacerdotal e pastoral.
No propósito de exalar o último alento firme na fé de tudo quanto ensina a Santa Igreja Católica, em cujo seio tenho a felicidade de viver, e da qual apesar de indigno, tenho a honra de ser ministro, entrego minha alma a Deus pelas mãos de Maria Imaculada, cujo especial amparo, assim como o patrocínio de seu castíssimo esposo, São José, a proteção de São Joaquim, de Santo Antônio, principal Patrono da Arquidiocese, do meu Anjo Custódio, invoco para os meus derradeiros momentos de vida na terra.
Não só aos que mais de perto me ajudaram a levar o peso da administração do Arcebispado, mas a todos os sacerdotes e fiéis sob minha jurisdição, os agradecimentos a quem têm direito pelos serviços que prestaram e consolações que deram à minha alma, e a quem de qualquer modo contristei os sentimentos do meu pesar e o pedido de sua indulgência para comigo.
Desejo que as Missas a que tenho direito e as que deixo recomendadas sejam celebradas quanto antes. Dos sacerdotes e fiéis deste Arcebispado e das Dioceses que outrora formaram o Bispado de Diamantina, e são hoje sufragâneas desta Igreja Metropolitana, espero a caridade de suas intercessões diante de Deus em meu favor.
Na campa da sepultura que recolher meus ossos, desejo, caso seja possível, se leiam, como contínua invocação minha, as palavras: SPES MEA, DOMINE, MISERICORDIA TUA.
Declaro que de meu não possuo coisa alguma.
A meus irmãos ou a filhos seus dei, já há anos, por instrumento legal, e observada também a legislação canônica, alguns alqueires de terra que na Freguesia de São Miguel do Piracicaba (atual Vila Rio Piracicaba) constituíram por doação de meus pais, patrimônio para minha ordenação, e no mesmo fim dispus da pequena herança destes havida.
Como consta de certidão oficial existente na Secretaria do Arcebispado, dei à Mitra Arquidiocesana os livros que me pertenciam e para ela foram adquiridos os posteriores à doação.
A ela pertencem todos os paramentos, imagens, alfaias, sacros utensílios, objetos de qualquer natureza existentes no Palácio e que não pertençam a outras pessoas.
Simples administrador dos bens da Mitra, nada para mim reservei ainda do que me podia pertencer segundo as leis canônicas, mas tudo, tirado o necessário para minha manutenção, empreguei para o bem da Arquidiocese, principalmente na educação da juventude e amparo das vocações sacerdotais.
Tendo em vida feito o que pude aos que me são mais próximos em sangue, como declarado ficou acima, e não podendo lhes deixar bens temporais, que não possuo, peço que vivam sempre como bons filhos da Igreja e mantenham honrado o nosso nome de família.
Aos Exmos. Srs. Dom Antônio José dos Santos, que me tem feito a caridade de sua valiosa cooperação durante anos e, na sua falta, a Monsenhor Levi Pires de Oliveira, e, no impedimento deste, a Monsenhor Gabriel Amador dos Santos ou a seu sucessor na Secretaria do Arcebispado, aos quais todos renovo minha eterna gratidão, rogo o favor de fazer que se execute, de acordo com a legislação do País, esta minha disposição ou declaração de última vontade.
Rogo, enfim, a Deus que me conceda a graça de servi-Lo menos imperfeitamente do que até hoje, durante os dias que por sua infinita misericórdia ainda viver sobre a terra (*).
Diamantina, 09 de fevereiro de 1929.
Dom Joaquim, Arcebispo de Diamantina”.
Obs: Eu, Ismar Dias de Matos, sou associado efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e ocupo a cadeira 75, cujo patrono é Dom Joaquim Silvério de Souza.
____________________________________________
(*) Dom Joaquim faleceu no dia 30 de agosto de 1933, em Diamantina. Em 1959, quando completaria 100 anos, foi homenageado com a edição de um selo postal, certamente homenagem de JK.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Respeito para com o Nome do Eterno
O livro dos Salmos, em hebraico, traz uma curiosidade salutar. A numeração segue a ordem das letras do Alef-Beit: Um é o Álef, Dois é o Beit, e assim por diante, como se pode ver no relógio da ilustração deste artigo. Mas quando se chega ao Salmo 15, a numeração muda: onde deveríamos encontrar a combinação 10 + 5, encontramos 9 + 6. Por quê? Porque partiríamos ao meio o nome do Senhor - retiraríamos o Yud e o Hêi, primeira e segunda letras, da direita para a esquerda -, conforme consta no escrito abaixo do relógio, na ilustração. O mesmo se dá com o Salmo 16: consta a numeração 9 + 7, e não 10 + 6, porque o número seis é o Váv, que também está no nome do Eterno, como terceira letra.
Esse cuidado para não partir o Tetragrama Sagrado acontece também na numeração dos versículos 15 e 16 de cada Salmo, bem como nos mesmos versículos dos demais capítulos dos livros do Tanach, a bíblia hebraica.
Eis aí um saudável respeito para com o Nome Divino. (Prof. Ismar Dias de Matos, PUC Minas)
Obs: Dedico esse Artigo à Professora Elza Riedel - Grande Moráh - que tem me ajudado tanto na compreensão do Hebraico.
Esse cuidado para não partir o Tetragrama Sagrado acontece também na numeração dos versículos 15 e 16 de cada Salmo, bem como nos mesmos versículos dos demais capítulos dos livros do Tanach, a bíblia hebraica.
Eis aí um saudável respeito para com o Nome Divino. (Prof. Ismar Dias de Matos, PUC Minas)
Obs: Dedico esse Artigo à Professora Elza Riedel - Grande Moráh - que tem me ajudado tanto na compreensão do Hebraico.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Exaltação da Santa Cruz
Nesta terra brasileira, que já se chamou Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz, é comum ver as pessoas se persignarem com o Sinal da Cruz: “Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, Nosso Senhor, de nossos inimigos”...
É muito grande a devoção de nosso povo à Santa Cruz, o santo lenho no qual o nosso Salvador deu a vida por nós. É gesto comum pelos interiores do Brasil, no dia 3 de maio de cada ano, a ornamentação das cruzes, às quais são coladas flores e papeis multicoloridos; ao redor desse Santo Lenho as pessoas se reúnem para rezar, desde antiquíssimas eras.
Provavelmente foi em 3 de maio de 1500 que os primeiros portugueses desembarcaram em nossas terras, daí o nome que deram ao local, como disse acima.
Segundo a tradição lendária, Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino Magno, encontrou, em 3 de maio de 326, três cruzes soterradas no lugar que se chamava Gólgota, e concluiu que eram as mesmas daquela Sexta-Feira Santa, de três séculos atrás. Como descobrir qual era a cruz em que o Salvador teria sido crucificado? Segundo a mesma tradição, um cadáver fora colocado sobre uma das cruzes, sem que nada de notável acontecesse; assim aconteceu com uma segunda cruz; nada aconteceu; mas ao ser colocado sobre a terceira cruz, o cadáver ganhou vida, testemunhando assim que aquela teria sido a Cruz Salvadora. Essa data, então, começou a ser celebrada como a Descoberta ou Invenção da Santa Cruz (Invenire, em latim, significa descobrir). Com a mudança conciliar do Vaticano II, a festa litúrgica passou para o dia 14 de setembro, com o nome de “Exaltação da Santa Cruz”. Algumas comunidades Anglicanas celebram, nessa data, o “Santo Dia da Cruz”, nome também usado por Luteranos.
Exaltação tem como sinônimo a palavra “Triunfo”, para nos dizer que a Cruz não é, para nós, símbolo de morte, mas de vida. A festa litúrgica da Exaltação nos diz que a Cruz de Cristo é a chave de vida nova, pois pela cruz chegaremos à Luz. (Prof. Ismar Dias de Matos)
É muito grande a devoção de nosso povo à Santa Cruz, o santo lenho no qual o nosso Salvador deu a vida por nós. É gesto comum pelos interiores do Brasil, no dia 3 de maio de cada ano, a ornamentação das cruzes, às quais são coladas flores e papeis multicoloridos; ao redor desse Santo Lenho as pessoas se reúnem para rezar, desde antiquíssimas eras.
Provavelmente foi em 3 de maio de 1500 que os primeiros portugueses desembarcaram em nossas terras, daí o nome que deram ao local, como disse acima.
Segundo a tradição lendária, Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino Magno, encontrou, em 3 de maio de 326, três cruzes soterradas no lugar que se chamava Gólgota, e concluiu que eram as mesmas daquela Sexta-Feira Santa, de três séculos atrás. Como descobrir qual era a cruz em que o Salvador teria sido crucificado? Segundo a mesma tradição, um cadáver fora colocado sobre uma das cruzes, sem que nada de notável acontecesse; assim aconteceu com uma segunda cruz; nada aconteceu; mas ao ser colocado sobre a terceira cruz, o cadáver ganhou vida, testemunhando assim que aquela teria sido a Cruz Salvadora. Essa data, então, começou a ser celebrada como a Descoberta ou Invenção da Santa Cruz (Invenire, em latim, significa descobrir). Com a mudança conciliar do Vaticano II, a festa litúrgica passou para o dia 14 de setembro, com o nome de “Exaltação da Santa Cruz”. Algumas comunidades Anglicanas celebram, nessa data, o “Santo Dia da Cruz”, nome também usado por Luteranos.
Exaltação tem como sinônimo a palavra “Triunfo”, para nos dizer que a Cruz não é, para nós, símbolo de morte, mas de vida. A festa litúrgica da Exaltação nos diz que a Cruz de Cristo é a chave de vida nova, pois pela cruz chegaremos à Luz. (Prof. Ismar Dias de Matos)
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